Mentawai Trip – Paraíso do surf (parte 1)

Há algum tempo eu e Bárbara vinhamos planejando fazer uma trip para Indonésia, Mentawai, especificamente. É uma viagem que quase todos que surfam querem fazer, pois a promessa de ondas perfeitas é algo extramente tentador. Bárbara estava de partida para Austrália em pouco tempo para fazer um intercâmbio, então para ela seria bem mais fácil chegar à Indonésia do que para mim, que continuava aqui no Brasil.

Bom, alguns meses se passaram até que a idéia foi amadurecendo, até porque Bárbara já estava juntando uma grana pra isso lá na Austrália. Eu ainda estava aqui, ralando pra conseguir juntar alguma grana para pelo menos poder pagar a passagem, que é a coisa mais cara, por voltar de 1350 dólares a mais barata. Mesmo com esse esforço, a data de comprar as passagens foi chegando e eu ainda não tinha grana suficiente para elas, e ai foi batendo aquele desanimo. Acho que praticamente eu falava todos os dias sobre a vontade de ir para Indonésia para o Eduardo (amigo), e todo dia ele me incentivava a ralar pra conseguir essa viagem, principalmente para terminarmos o software que estavamos desenvolvendo e poder bancar os custos da viagem. Um belo dia, eu estava meio desanimado, pois a data de comprar as passagens e pagar os 25% da reserva do SurfCamp que iriamos nos hospedar já estava bem perto, eu ainda não tinha todo o dinheiro que precisava, até que Dudu sacou o cartão de crédito e disse pra eu comprar a passagem logo, resolver tudo e ir viajar! Quase tive um treco de tanta felicidade, não acreditei que estava ganhando esse presente! Ele deve ter ficado de saco tão cheio que decidiu fazer isso :p

Não me demorei pra acordar a Bárbara, lá do outro lado do mundo, pra contar a notícia que finalmente iamos realizar o sonho de surfar aquelas ondas perfeitas! E assim começam os preparativos para viagem.

A procura por passagens acabou logo, pois um amigo, André Toppel, da Le Monde Turismo, que já conhece o surfcamp que ficarei hospedado e já foi para lá 2x, consegui um preço super bom. Além disso, ainda fez o processo buracrático de transfêrencia do dinheiro necessário para pagar os 25% da reserva do surfcamp.

Começou também a busca por equipamentos pra levar, e o primeiro que me preocupei foram botas de surf, que peguei emprestadas com meu amigo Rafa.  A maior parte dos picos de surf lá são corais, e eu não estava afim de rasgar meus pés e acabar com a viagem. Me preocupei também com ter streps e cordinhas novas, porque é um saco ficar lá no outside ou na zona de arrebentação, tomando todas na cabeça porque seu equipamento te deixou na mão.

Leve sempre um número maior ou igual de streps/cordinhas que ao seu número de pranchas, pois lá não há surfshops para comprar equipamento sempre que precisar. Comprei algumas parafinas para água quente também, além da Bárbara estar levando um kit de conserto de prancha, indispensável caso você abra um buraco em alguma delas.

  • Dicas

Depois de muita pesquisa sobre a Indonésia, vi que é bom levar um bom protetor solar, óculos de sol e boné, para se proteger do sol escaldante, além de um bom repelente contra mosquitos. Algumas pessoas se perguntam se é necessário visto para entrar na Indonésia, e resposta é sim, mas ele é obtido na entrada do país ante a um pagamento de 30 dólares. Para estadias de mais de 60 dias, o visto deve ser requisitado no consulado da Indonésia aqui no Brasil. Ainda é necessário a carteira internacional de vacinação contra Profilaxia (febre amarela), que pode ser obtida em postos de saúde registrados pela ANVISA.

  • Quiver

Muitos dizem isso e aquilo sobre as pranchas que se deve levar para Indonésia, mas a realidade é que você tem que levar aquilo que está acostumado e seguro de surfar, as pranchas que estão no pé. No meu caso, que não sou um surfista de estilo agressivo e todas as minhas pranchas tem fundo quase flat e alguma borda, o máximo que vai acontecer é eu precisar pegar as ondas um pouco mais atrás, para não entrar de bico na água. Assumo que ter uma prancha round, com quilhas quad ou tri-quad pode te ajudar a entrar de forma mais fácil nos tubos e te dar mais segurança, mas isso é uma questão pessoal. Meu quiver é formado uma um Fish 5’8″ Flashback JS quad, uma Mini Simmons bi-quilha e uma Mushroom tri-quad, ambas 5’4″, obtidas com o apoio do shaper Victor Schubnel, do The Buddha Project.

  •  Transporte

Para chegar nas Mentawais, existem alguns métodos, como Speed boat (mais caro e rápido) e Ferry boat (mais lento e mais barato). Nosso pacote no Nyang-Nyang Surf Camp, o surfcamp mais barato das Mentawai, já incluia o translado via ferry boat, mas infelizmete os horários do ferry mudaram logo após comprarmos nossos voos, então ficamos sem ter como ir para o sufcamp. A solução foi contratar um speedboat por 850 dólares, que dividido por 7 pessoas, deu aproximadamente 120 dólares. Por sorte conseguimos arrumar 5 pessoas para dividir o barco conosco, senão seria impossível chegar à Nyang-Nyang.

Quase esqueço de citar. Os barcos para Mentawai saem de Padang, mas os voos internacionais para Indonésia chegam em Jakarta, logo, você precisa comprar algum voo para Padang, que pode ser obtido na Lion Air, por mais ou menos 60 dólares cada perna. Comprar aqui do Brasil quase nunca funciona por problemas de autorização da operadora de cartão de crédito, então a opção é pedir para o surfcamp onde está se hospedando para fazer a reservar, então você pode os pagar depois, junto com o envio da grana da reserva ou do resto do pagamento lá.

Faltam duas semanas para a viagem, ainda falta contratar um bom seguro viagem que cubra esportes radicais e esperar o dia do embarque. O voo sai de São Paulo para Abuh Dahbi, depois vai para Jakarta, onde encontro minha irmãzona Bárbara, vinda da AUS, e então partimos para Padang e pegamos o barco dia seguinte, chegando na manhã do dia 09/10 na ilha. Depois disso, muito surf!

Conto mais sobre a viagem logo após o embarque, porque somente a viagem de avião para lá já é uma aventura por si só, variando de 2 à 3 dias.

Valeu e até!

2 comentários sobre “Mentawai Trip – Paraíso do surf (parte 1)

  1. Ótimo relato. Amigão, vou agora em agosto. To de 5’8 fininha (minha dia a dia) uma 6’0 que tenho no pé com 3litros a mais e vou comprar mais uma, só não sei se levo uma fishzera (vendi minha dwart) ou levo uma mais estilo gun para os tubos. O que achou do seu kiver la e de seus amigos? O que funciona melhor? Precisa de tanto volume para remada assim mesmo?

    • Opa amigo! Isso tudo vai depender do seu peso/tamanho. Eu tenho 1,80m e 75kg, meu quiver funcionou bem em todas as circuntâncias que o mar estava até 1m e sem ondas cavadas demais. MInha pranchas são bem flat, então pra ondas cavadas elas deixam a desejar se o drop não for muito rápido. Eu aconselharia você a levar uma 6’1″ pra te dar alguma segurança e mares acima de 3 pés, ou até maior dependendo do que você pretende encarar. A fisher que levei funcionou super bem, acho que vale levar a sua também!
      Abcs

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